domingo, 24 de maio de 2009

A TUNA não sou eu que a faço...Somos todos nós


Era o primeiro ensaio da Tuna logo após a semana de praxe. Lá cheguei eu no sábado com o meu bandolim debaixo do braço pronto para me iniciar no mundo das tunas. A tuna que me acolheria? ISCALINA! Entrei na sala e logo senti que ali seria feliz. Falei com quem lá estava e apresentei-me aos membros daquela que seria a minha segunda família. Comecei a ver o ensaio e logo vi o que me esperava: “Toca o que te soar bem”. Uma coisa completamente diferente do que eu estava á espera! Tocar algo por instinto e não da maneira que sempre a toquei era algo novo para mim! Depois lá comecei a tocar com algum custo e muitos berros. O retiro chegou num ápice. Lá fui baptizado… Madeirense! Uma alcunha não muito original mas que me agradava. Lentamente fui entrando no ritmo dos ensaios… Sempre a tentar dar o meu melhor em todos os ensaios. Começa a preparação para o Iscalino… Muitos nervos tanto da minha parte como da parte de todos os que andavam na Tuna. Seria a minha primeira grande subida a palco com a Tuna e para os outros era o culminar dum projecto começado o ano passado. Cerca de 2 semanas antes do festival lá me lembrei de dizer que tocava Acordeão… Ai só não fui espancado por sorte, visto que escondi aquilo durante tanto tempo, mas la comecei a me dedicar e cheguei ao Iscalino seguro do que teria de fazer. O Iscalino foi-se… E depressa veio outro grande festival… VIII Badaladas em Coimbra! Desta vez… Com muito mais ensaios e com algumas mudanças lá comecei a minha aventura naquela cidade mística… Tocar no meio das ruas e beber traçadinho… Aquilo é que era vida! Depressa chegou a sexta feira do festival… E eu com uma serenata para cantar… Os nervos eram mais que muitos… Mas la consegui cantar…(numa actuação que ainda hoje me está atravessada na garganta). Á noite… O grande palco… Teatro Académico Gil Vicente… Subir a palco e tocar para um teatro completamente cheio… Para quem já estava a subir a palco noutros ambientes… Subir com a Tuna era uma coisa completamente diferente! Muito mais responsabilidades… Era quase o centro das atenções… Qualquer engano mínimo ouvia-se… Por mais pequeno que fosse! Comecei com algum nervosismo… Mas logo me deixei levar por aquele espírito académico e pelo ambiente que se vivia lá dentro… Num instante deixei de estar sob pressão para estar a me divertir á grande e á francesa! Deixei que a música me levasse… Sai de palco mais feliz que nunca e com a sensação que tinha dado meu máximo! Hora dos prémios… Melhor Estandarte e Melhor Tuna! Mal ouvi o premio de Melhor Tuna corri que nem louco em direcção ao palco e um “Swift” garantiu-me uma entrada em estilo! Saltar e gritar que nem um louco valeu-me estar afónico no outro dia! Mas não importava estava feliz com os prémios conseguidos pela tuna Iscalina!

Acima de tudo lembrem-se… A tuna não sou eu que a faço… Somos todos nós ;)

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