
Resumo de um ano na Tuna:
Para mim o ano começou numa 4ª à tarde quando apareci na sala da tuna e fiz a audição, com a Susana e o “UAAAA, UAAAA”.
Depois veio o apelido: TGV (e Tejas).
Parti logo para o retiro que aconteceu 15 dias depois e que foi uma ajuda essencial na integração pelo facto de ter tido a minha 1ª actuação, pelas ruas de Óbidos: a 1ª da noite foi marcada pelo “Homem do Calhau”; a 2ª à porta da tasca onde estava o stôr Botelho que nos levou para casa dele e a 3ª na festa de S. Martinho onde travámos novas amizades, com a “Balizas” (a chata pedinte da mulher gorda) e com a “Muchachos” (que cantou para nós: We are the champions, e que tinha 1 dente a mais, todo podre e literalmente a sair-lhe da boca para fora!) e onde ainda assistimos às belas figuras do “Braguilhas”.
De regresso às casas onde ficámos ocorreram para mim OS MOMENTOS, os momentos do Retiro: 1º a conversa do Alexandre (ainda magister) e do Chefe com os caloiros, que nos tentaram transmitir/incutir o que é pertencer a uma tuna (humildade, honrar a tuna e o instituto, ter espírito académico, ter espírito de camaradagem, ser prestável, gostar de ser tuno: principais características do bom caloiro de tuna – Código de Honra que nos deram juntamente com as letras das músicas, das regras e do estatuto de caloiro), e depois a passagem de estatutos dos mais velhos, o nosso baptismo, a entrega do certificado e do traje de caloiro.
Depois veio à actuação para os professores na aula inaugural do Iscal, a actuação na festa de aniversário na Sobreda, a actuação na Procuradoria Geral da República, a actuação para os familiares, amigos e antigos tunos que foi fantástica e inesquecível pela longa noite que se seguiu, onde houve lugar à tomada oficial do novo magister e vice-magister, onde actuámos para os antigos membros, onde tivemos o enorme privilégio e prazer de eles actuarem para nós e onde ouvimos todos aqueles discursos, histórias, relatos emocionantes que fazem parte do passado da nossa tuna.
Depois veio a actuação no almoço de natal dos professores e funcionários do Iscal e no mesmo dia a actuação nos Bombeiros Voluntários da Amadora.
Chegou finalmente o dia da partida para os Açores, após longos dias de ansiedade, o avião após muitas falsas partidas lá arrancou feito 1 touro e pôs-se no ar.
A aterragem, tal como toda a viagem, correu bem.
Começamo-nos logo a divertir à brava no aeroporto.
. Outros momentos bons a recordar:
- o grande relacionamento que desde a viagem no avião se travou com a Quantunna; a passagem de estatuto da Raquel; o passacalles e a serenata na Câmara Municipal; o Teatro Angrense; a nossa actuação, que correu bem; as actuações das outras tunas; a praça de touros, o convívio entre tunas a destacar o com a K&Batuna (com a qual surgiu a irmandade), o mito das bolachas Maria, a pega de caloiros numa largada à maneira de Pamplona, depois a garraiada e as exibições, do Evaristo, do Alexandre, do Rodas e principalmente do Sérgio!; o clube náutico, a bebedeira “cómica” da “Obélix”; a sala onde dormimos, com a ala dos casais oficias e a ala do casal não oficial que “criou” 1 oceano debaixo do colchão; a noite dos prémios, e o prémio de TUNA + TUNA; o almoço (com 1 talher) no chinês…
Infelizmente chegou o dia do regresso às aulas. Retomámos o nosso quotidiano em Lisboa, tivemos uma pequena actuação de rua, aquando da visita da Lena ao continente, e depois veio o mês de Abril, aquele mês fabuloso.
Entre os dias 3 e 5 a actuação no festival 8 Badaladas da Quantunna, que foi a extra-concurso. Foram dias recheados de convívio, espírito académico e espírito de tunante com todas as outras tunas presentes especialmente com a anfitriã.
Uma semana em Lisboa e novamente a partida, para uma semana em cheio que começou com a partida, para alguns, às 7h30 de Santa Apolónia em direcção ao Porto, onde andámos para caraças, onde apoiámos os atletas do Iscal no Inter-Isca’s, onde reencontrámos a Érica e onde actuamos no Iscap. Partirmos seguidamente em direcção a Coimbra. Chegava o regresso a Coimbra com o festival Entre Tuna. O 1º dia começou logo em cheio com a recepção da K&Batuna na Tia Arminda e com a cerimónia oficial da Irmandade. O dia da verdade chegou, a nossa actuação contou pela 1ª vez este ano com a presença de todos os elementos em palco. Ganhámos o merecido prémio de Tuna + Tuna, o de Tuna + Mista e ainda o de melhor pandeireta. A noite prolongou-se na festa que nos esperava e no quartel do exército onde passámos a noite.
Depois de uma semana inteira fora de casa o regresso a Lisboa para descansar foi merecido. Entre aulas e ensaios tivemos a actuação na Bênção das Fitas do Iscal, na Basílica da Estrela e recentemente, no dia 19 de Maio, a última actuação no dia dos 249 anos do Iscal.
Dois dias depois realizou-se o jantar de despedida de um ano cheio de actuações da Tuna Iscalina.
Foi uma noite cheia de emoções boas, outras menos boas e muitas lágrimas.
Começou com o jantar, seguido das sobremesas, da troca de prendas de Natal, do anúncio do “Caloiro do Ano” e que acabou com os discursos de balanço do ano, por parte de todos os iscalinos presentes.
Foi um ano em cheio, recheado de momentos bons e situações menos boas, embaraçosas e desnecessárias, mas que também fazem parte de uma família como a que a nossa tuna é.
A sensação/experiência de ser caloiro e Ser considerado o “Caloiro do Ano”:
Foi uma grande surpresa ser reconhecido como tal e nunca o achei possível.
Este ano fomos muitos caloiros, dos quais muitos com muito talento. Desde sempre soube que de todos eles sou o que menos capacidades vocais e musicais tem, no entanto segundo os mais velhos, não é só isto que faz de uma pessoa/caloiro um bom tunante, mas sim a integração no grupo, o espírito académico, o espírito de tunante, o espírito de camaradagem, a humildade… nestas características acho que não estive mal, desde o início que sou eu mesmo e que trato todos por igual, porque me dou bem com todos.
Este ano para mim foi sem dúvida nenhuma bom , porque consegui na tuna aquilo que em Lisboa me faltava: uma família e uma casa. Foi para além disto, ter me conseguido integrar bem na grande e bonita família que é a Tuna Iscalina, ter conhecido todos os elementos especialmente a Susana, a mulher da minha vida, foi ter recebido o traje da Érica, foi a história mal contada e entendida com a Russa na piscina e o consequente cheiro a cloro, foi ter conhecido a Lena, que é uma pessoa 5 estrelas e que canta maravilhosamente bem, o ter partido uma viola em Coimbra, ainda por cima a viola do Alexandre, um autêntico Break Guitars, o ter começado a saltar pandeireta em Coimbra onde me estreei com a Escuteira,
Como tal só tenho que agradecer o facto de poder pertencer a esta família, este reconhecimento que veio agora, de caloiro do ano, é como que a cereja em cima do bolo. É sempre gratificante mas não vem acrescentar/alterar nada de mais. Resta-me agradecê-lo a todos. Aos que me elegeram.
E especialmente ao Ruben, que é de quem na tuna estou mais próximo, que me tenta ensinar a cantar e que me ensinou tudo que sei na pandeireta, à Susana a minha inspiração, à Érica que como já referi me passou o traje e a todos os caloiros que tal como eu mereciam-no porque se aguentaram até ao fim. Obrigado!
Segundo deu para perceber foi um ano “anormal”, um ano de mudança devido ao elevado número de caloiros, de actuações e de festivais, mas que em termos gerais foi bastante positivo e marcante.
Só guardo boas recordações de todos estes momentos que passei com a tuna. O meu muito obrigado a todos os que me permitiram ter esta experiência que espero que se prolongue por mais alguns anos.
Para mim o ano começou numa 4ª à tarde quando apareci na sala da tuna e fiz a audição, com a Susana e o “UAAAA, UAAAA”.
Depois veio o apelido: TGV (e Tejas).
Parti logo para o retiro que aconteceu 15 dias depois e que foi uma ajuda essencial na integração pelo facto de ter tido a minha 1ª actuação, pelas ruas de Óbidos: a 1ª da noite foi marcada pelo “Homem do Calhau”; a 2ª à porta da tasca onde estava o stôr Botelho que nos levou para casa dele e a 3ª na festa de S. Martinho onde travámos novas amizades, com a “Balizas” (a chata pedinte da mulher gorda) e com a “Muchachos” (que cantou para nós: We are the champions, e que tinha 1 dente a mais, todo podre e literalmente a sair-lhe da boca para fora!) e onde ainda assistimos às belas figuras do “Braguilhas”.
De regresso às casas onde ficámos ocorreram para mim OS MOMENTOS, os momentos do Retiro: 1º a conversa do Alexandre (ainda magister) e do Chefe com os caloiros, que nos tentaram transmitir/incutir o que é pertencer a uma tuna (humildade, honrar a tuna e o instituto, ter espírito académico, ter espírito de camaradagem, ser prestável, gostar de ser tuno: principais características do bom caloiro de tuna – Código de Honra que nos deram juntamente com as letras das músicas, das regras e do estatuto de caloiro), e depois a passagem de estatutos dos mais velhos, o nosso baptismo, a entrega do certificado e do traje de caloiro.
Depois veio à actuação para os professores na aula inaugural do Iscal, a actuação na festa de aniversário na Sobreda, a actuação na Procuradoria Geral da República, a actuação para os familiares, amigos e antigos tunos que foi fantástica e inesquecível pela longa noite que se seguiu, onde houve lugar à tomada oficial do novo magister e vice-magister, onde actuámos para os antigos membros, onde tivemos o enorme privilégio e prazer de eles actuarem para nós e onde ouvimos todos aqueles discursos, histórias, relatos emocionantes que fazem parte do passado da nossa tuna.
Depois veio a actuação no almoço de natal dos professores e funcionários do Iscal e no mesmo dia a actuação nos Bombeiros Voluntários da Amadora.
Chegou finalmente o dia da partida para os Açores, após longos dias de ansiedade, o avião após muitas falsas partidas lá arrancou feito 1 touro e pôs-se no ar.
A aterragem, tal como toda a viagem, correu bem.
Começamo-nos logo a divertir à brava no aeroporto.
. Outros momentos bons a recordar:
- o grande relacionamento que desde a viagem no avião se travou com a Quantunna; a passagem de estatuto da Raquel; o passacalles e a serenata na Câmara Municipal; o Teatro Angrense; a nossa actuação, que correu bem; as actuações das outras tunas; a praça de touros, o convívio entre tunas a destacar o com a K&Batuna (com a qual surgiu a irmandade), o mito das bolachas Maria, a pega de caloiros numa largada à maneira de Pamplona, depois a garraiada e as exibições, do Evaristo, do Alexandre, do Rodas e principalmente do Sérgio!; o clube náutico, a bebedeira “cómica” da “Obélix”; a sala onde dormimos, com a ala dos casais oficias e a ala do casal não oficial que “criou” 1 oceano debaixo do colchão; a noite dos prémios, e o prémio de TUNA + TUNA; o almoço (com 1 talher) no chinês…
Infelizmente chegou o dia do regresso às aulas. Retomámos o nosso quotidiano em Lisboa, tivemos uma pequena actuação de rua, aquando da visita da Lena ao continente, e depois veio o mês de Abril, aquele mês fabuloso.
Entre os dias 3 e 5 a actuação no festival 8 Badaladas da Quantunna, que foi a extra-concurso. Foram dias recheados de convívio, espírito académico e espírito de tunante com todas as outras tunas presentes especialmente com a anfitriã.
Uma semana em Lisboa e novamente a partida, para uma semana em cheio que começou com a partida, para alguns, às 7h30 de Santa Apolónia em direcção ao Porto, onde andámos para caraças, onde apoiámos os atletas do Iscal no Inter-Isca’s, onde reencontrámos a Érica e onde actuamos no Iscap. Partirmos seguidamente em direcção a Coimbra. Chegava o regresso a Coimbra com o festival Entre Tuna. O 1º dia começou logo em cheio com a recepção da K&Batuna na Tia Arminda e com a cerimónia oficial da Irmandade. O dia da verdade chegou, a nossa actuação contou pela 1ª vez este ano com a presença de todos os elementos em palco. Ganhámos o merecido prémio de Tuna + Tuna, o de Tuna + Mista e ainda o de melhor pandeireta. A noite prolongou-se na festa que nos esperava e no quartel do exército onde passámos a noite.
Depois de uma semana inteira fora de casa o regresso a Lisboa para descansar foi merecido. Entre aulas e ensaios tivemos a actuação na Bênção das Fitas do Iscal, na Basílica da Estrela e recentemente, no dia 19 de Maio, a última actuação no dia dos 249 anos do Iscal.
Dois dias depois realizou-se o jantar de despedida de um ano cheio de actuações da Tuna Iscalina.
Foi uma noite cheia de emoções boas, outras menos boas e muitas lágrimas.
Começou com o jantar, seguido das sobremesas, da troca de prendas de Natal, do anúncio do “Caloiro do Ano” e que acabou com os discursos de balanço do ano, por parte de todos os iscalinos presentes.
Foi um ano em cheio, recheado de momentos bons e situações menos boas, embaraçosas e desnecessárias, mas que também fazem parte de uma família como a que a nossa tuna é.
A sensação/experiência de ser caloiro e Ser considerado o “Caloiro do Ano”:
Foi uma grande surpresa ser reconhecido como tal e nunca o achei possível.
Este ano fomos muitos caloiros, dos quais muitos com muito talento. Desde sempre soube que de todos eles sou o que menos capacidades vocais e musicais tem, no entanto segundo os mais velhos, não é só isto que faz de uma pessoa/caloiro um bom tunante, mas sim a integração no grupo, o espírito académico, o espírito de tunante, o espírito de camaradagem, a humildade… nestas características acho que não estive mal, desde o início que sou eu mesmo e que trato todos por igual, porque me dou bem com todos.
Este ano para mim foi sem dúvida nenhuma bom , porque consegui na tuna aquilo que em Lisboa me faltava: uma família e uma casa. Foi para além disto, ter me conseguido integrar bem na grande e bonita família que é a Tuna Iscalina, ter conhecido todos os elementos especialmente a Susana, a mulher da minha vida, foi ter recebido o traje da Érica, foi a história mal contada e entendida com a Russa na piscina e o consequente cheiro a cloro, foi ter conhecido a Lena, que é uma pessoa 5 estrelas e que canta maravilhosamente bem, o ter partido uma viola em Coimbra, ainda por cima a viola do Alexandre, um autêntico Break Guitars, o ter começado a saltar pandeireta em Coimbra onde me estreei com a Escuteira,
Como tal só tenho que agradecer o facto de poder pertencer a esta família, este reconhecimento que veio agora, de caloiro do ano, é como que a cereja em cima do bolo. É sempre gratificante mas não vem acrescentar/alterar nada de mais. Resta-me agradecê-lo a todos. Aos que me elegeram.
E especialmente ao Ruben, que é de quem na tuna estou mais próximo, que me tenta ensinar a cantar e que me ensinou tudo que sei na pandeireta, à Susana a minha inspiração, à Érica que como já referi me passou o traje e a todos os caloiros que tal como eu mereciam-no porque se aguentaram até ao fim. Obrigado!
Segundo deu para perceber foi um ano “anormal”, um ano de mudança devido ao elevado número de caloiros, de actuações e de festivais, mas que em termos gerais foi bastante positivo e marcante.
Só guardo boas recordações de todos estes momentos que passei com a tuna. O meu muito obrigado a todos os que me permitiram ter esta experiência que espero que se prolongue por mais alguns anos.
1 comentário:
migas pah...nao sei quem teve a pessima ideia de te nomear como caloiro do ano, por favor...tu nao fazes nada na tuna, fazes, ocupas espaço...LOL
ate tenho uma certa piada...na minha opiniao, foste a escolha indicada,es realmente o caloiro do ano, tenho orgulho em ti miguel...agr agarrate ao burro...bjooo pos iscalinos
Enviar um comentário